A história que vou partilhar tem tanto de humilhante, como de cómica, uma vez que se trata da primeira vez em que fui ao chão com a minha primeira mota, uma MSX 125 preta que adquiri em 2013!
Como já anteriormente (num artigo do blog) expliquei, a minha primeira mota foi comprada com um total astronómico de experiência de 0%... Ora, diria que em espaço temporal terá passado cerca de mês, mês e meio, desde de que teria conduzido esta simples máquina de duas rodas que pesava 101kg. Era para mim, a mais linda 125cc, que alguma vez tinha visto! Preto em toda ela, mas aquele preto brilhante. Mas, já chega de descrever como ela era, e passemos ao puro "nabismo" (palavra que provavelmente inventei e não verifiquei se existe mesmo!), que cometi numa bela madrugada de trabalho.
Tinha-me preparado diligentemente, para sair de casa por volta das 06:30, não estando a chover e nem fazendo previsões para tal. Á época, eu estava a viver com os meus pais (outra vez), no Miratejo zona periférica de Almada, que ficava nem as 10 minutos da Ponte 25 de Abril. Saí de casa atempadamente, sem grande pressa, com uma mochila às costas e a pensar que seria um dia normalíssimo! Quando entrei na rotunda anterior à rotunda do Centro Sul (antes do túnel), nada fazia prever o que aconteceria a seguir... A velocidade não era fora dos padrões definidos na lei do Código da Estrada, até porque, a mota não tinha capacidade de velocidades estonteantes... Entrei pela faixa de dentro, uma vez que iria sair na via mais distante, e eis que senão, o pavimento encontrava-se molhado devido à água proveniente do sistema de rega que dentro da rotunda estava instalado, para manter a relva hidratada. PUMBA!
Fui ao chão com uma pinta, que me fez acima de tudo, pensar: "Mas que grande BURRO!".
Não era nada, que qualquer maçarico recém metido na cabeça que era motociclista, não pudesse temer ou esperar, mas até então, tinha conquistado uma confiança que parecia inabalável! Afinal, tinha dominado a arte de arrancar com uma mota e andar nela, cerca de 30 a 45 dias antes. Peguei na mota, ergui-a e coloquei-a no descanso, pensando ainda na humilhação. Verifiquei e logo fiquei transtornado, ao ver que o pisca do lado esquerdo, tinha partido e ficado pendurado. Raiva, nervosismo, deceção, tudo isto percorria a minha cabeça, ao ser confrontado com este cenário. De seguida, olhei para mim e vi que tinha rasgado as minhas calças de ganga, tendo deixado um enorme buraco no joelho esquerdo (também ferido da queda). "E agora!?", pensei eu.
Bom, agora era tempo de lamber as feridas e tentar amenizar o espírito abatido com a humilhação de ter caído sozinho e só por ter passado na zona da água. Com o passar do tempo, fui aprendendo que além de água, óleos e outros componentes, podem estar no alcatrão, sem que nos demos conta, e isso passou a ser algo na mente a ter em conta, quando ando de mota...
Não! Não ando constantemente a pensar nos perigos que posso encontrar quando ando de mota, mas esta lição, ensinou-me que por mais "confiaçudos" (outra palavra inventada), que possamos estar, andar de mota é infinitamente mais incerto do que andar a pé ou de carro ou ainda qualquer outro método de transporte!
Acredito que quem ler isto, vai pensar que isso nunca lhe aconteceu ou jamais aconteceria, a existe aquele ditado: "Nunca digas Nunca!".
Por isso, sejam sempre cautelosos!
Divirtam-se, tirem inspiração, tranquilidade, Paz, mas sempre conscientes que TUDO pode acontecer, mesmo que estejamos bem mais do que preparados...
Ride Safe e BOAS CURVAS.
#historiasdemotociclista #bikerlife

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