A minha primeira vez, não é uma história normal de um motard ou motociclista!
Muita gente ou ganha o gosto pelas motas desde os 15/16 anos, ou quando tem que decidir qual a carta que vai tirar.
O meu caso, talvez não sendo único, não se enquadra em nenhum dos dois panoramas.
Era 2013 e tinha acabado de dar um tempo ao meu casamento, que estava a passar por uma fase má. Tinha saído de casa, e levado o carro comigo, pois trabalhava em Lisboa e era assim, que na altura fazia para chegar ao trabalho. Um Opel Corsa Sport 3 portas cinza escuro, que já tínhamos desde 2008. Eu era até então, uma daquelas pessoas que achava as motas, uma armadilha com rodas, sempre batendo no peito orgulhoso e dizendo: “ QUEM!? Eu!? Nunca na vida me meto numa mota, nem no guiador e muito menos, a pendura!”
Oh, caro Rui, como te enganaste…
Comecei a pensar, que independentemente do que se estava a pensar entre nós, a minha mulher e o meu filhote de apenas 3 anos, precisavam ainda mais do que eu, do carro. Até certo ponto, ambos tínhamos necessidade, mas eu encarei a dela, como que suplantava a minha. Desta maneira, comecei a ponderar alternativas e na altura a carta B, já me permitia conduzir uma mota até 125 CC, o que implicava não ter que tirar a carta.
Quero agora, alertar que a partir deste momento, cometi alguns erros que hoje não aconselho a ninguém, porque naquele tempo, não refleti…
Bom, vamos lá!
Um dia, parei no Feijó na parte industrial e decidi entrar no vendedor autorizado Honda e dar uma “vista de olhos”. Ao entrar, fui recebido por um vendedor simpático de seu nome Alexandre, e fui fazendo perguntas e explicando a minha situação. Nunca tinha andado de mota, e muito menos, entendia a mecânica de como funcionavam as mudanças nas motas!
Aconselhou-me sobre a mota que estava a ver com curiosidade, uma vez que tinha manifestado a ideia que não gostava de scooters e não tinha experiência para uma mota maior (de tamanho). Fiz o negócio sem sequer experimentar ou perceber, se me adaptava ao funcionamento e à forma de conduzir a pequena mota que estava a adquirir. Se por um lado, é uma ideia muito parva, por outro, ainda bem que não o fiz! Se tivesse testado e falhado em perceber a coisa, provavelmente iria desistir da ideia!
Comprei a mota e aguardei pacientemente…
Umas semanas depois, recebo a chamada que ansiosamente, esperava…. “ Sr. Rui, já temos a sua mota! Pode vir buscá-la.” Assim, fui prontamente quase a passo acelerado, em direção ao Stand. Chegando lá, o processo habitual. Preenche daqui, assina dali… Finalmente, chegou a hora!
E eu encavacado, perguntei: “ Então e agora? Como funciona isto?”
Com uma paciência de santo, o vendedor, começa a explicar, e eu atento, procuro perceber cada pormenor! Estava nervoso, porque queria não fazer barraca na hora de arrancar, e por isso tentei memorizar cada ação. Quando se despediu de mim, alertou-me apenas para uma informação primordial, que era o fato de ser necessário abastecer de imediato!
E no momento da verdade, rodo a chave, a mota arranca na ignição e estou pronto a avançar… Lentamente, solto a embraiagem, e num movimento suave (admiravelmente), começo a andar. Subo à rua, viro à direita e dirijo-me para a estrada principal. Passo a pequena rotunda, ando cerca de mais 1 Kilómetro. Outra rotunda, mas desta feita, tive que parar, e foi nesta altura que pensei que a minha vida, ia andar para trás! A mota foi abaixo e eu, tentei arrancar com ela. Duas tentativas, e já tinha carros a buzinar… À terceira, lá consegui arrancar e fazer a rotunda para voltar pela estrada de onde tinha vindo, e entrar na bomba do lado oposto. Cheguei são e salvo à bomba, abasteci e a partir daí, nunca mais parei!
Andei 3 anos naquela mota e foi daí, que surgiu este amor incrível pelas motas… Nem tudo foi um mar de rosas, com 3 acidentes à mistura, mas valeram bem a pena…
E vocês? Como foi a vossa primeira vez? Comentem!
Numa próxima, explico como comecei a sentir que precisava tirar a carta e subir de cilindrada de mota…
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